Sábado, 4 de fevereiro de 2017 às 0:21 em Novidades
Envolvidos no assassinato de Brunno Matos pegam penas brandas; família do advogado deve recorrer do julgamento
 
Brunno Matos foi assassinado a facadas no dia 
06 de outubro de 2014
O engenheiro civil Diego Polary, o bacharel em hotelaria Carlos Marão e o vigilante João Gomes foram condenados na madrugada desta sexta-feira (3), pela morte do advogado Brunno Matos e tentativa de homicídio de Alexandre Matos e Kelvin Chiang.
 
O resultado saiu após mais de 17 horas de julgamento por volta das 3h da manhã. 13 testemunhas foram ouvidas, três réus escutados, além de uma longa arguição do Ministério Público e da assistência de acusação, assim como da banca dos advogados de defesa.
 
Diego Polary foi condenado a oito anos de prisão, por ser o responsável pelo assassinato do advogado Brunno Matos, assim como a tentativa de assassinato de Alexandre Matos e Kelvin Chiang.
 
Carlos Marão foi condenado a seis anos por participação no homicídio do advogado Brunno Matos e da tentativa de assassinato de Alexandre Matos e Kelvin Chiang.
 
João Gomes a um ano de detenção por lesão corporal e sua pena deve ser convertida em trabalho comunitário por ser réu primário.
 
O julgamento
A sessão ocorreu no auditório do Fórum Desembargado Sarney Costa, no Calhau, em São Luís, e foi presidida pelo juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís, Gilberto de Moura Lima. O julgamento contou com a presença massiva de pessoas ligadas ao Direito, de conhecidos e amigos das famílias das vítimas e dos acusados e da imprensa.
 
As duas vítimas, Alexandre Matos e Kelvin Chiang, afirmaram que os três acusados foram responsáveis pelos crimes. O vigia João José Nascimento Gomes, 46 anos, primeiro acusado a ser ouvido, sustentou a versão do segundo depoimento dado à polícia em que teria perdido a faca que estava presa à sua cintura no momento em que se abaixou para pegar um animal de estimação.
 
Após o médico legista Giuliano Peixoto Campelo confirmar questões técnicas constantes da perícia do Instituto Médico Legal (IML), somente no meio da tarde é que foram ouvidos os acusados João José Nascimento Gomes, Carlos Humberto Marão Filho e Diego Henrique Marão Polary. Apesar de a faca ter sido usada no crimes, o vigilante afirmou que não viu o evento que culminou na morte do advogado Bruno Matos.
 
Em depoimento inicial à polícia, João José confessou os crimes. Mas durante o julgamento disse que essa versão foi orientada por um advogado e que foi coagido por Carlos Humberto Marão Filho a confessar sozinho os crimes.
 
O segundo réu ouvido foi Carlos Humberto Marão Filho. De acordo com ele, o vigia João José Nascimento Gomes foi o responsável pelo homicídio de Brunno Matos e também pelas lesões nas demais vítimas, porque o viu próximo a elas após sofrer agressão. Carlos Marão também acrescentou que foi coagido por três delegados a apontar o sobrinho Diego Polary como principal responsável pelo crime.
 
Diego Polary, 23 anos, o último dos réus interrogado, negou qualquer envolvimento com os eventos da noite em que morreu Brunno Matos. Sustentou a versão de que estava dormindo durante o fato.
 
Durante o julgamento, Polary disse que foi vítima dos fatos e acredita que os policiais induziram seu tio a acusá-lo para atender a vontade da mídia, por onde soube que era suspeito.
 
O advogado Brunno Matos, de 29 anos, foi assassinado a facadas na madrugada do dia 6 de outubro de 2014, após a festa de comemoração do senador eleito Roberto Rocha (PSB), realizada no comitê de campanha do candidato no Olha d´Agua.
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